Na manhã de hoje, 14, a polícia militar perdeu mais um companheiro, o cabo José Marques Ferreira, de 43 anos e lotado no tribunal de justiça. O cb Marques foi vítima de uma tentativa de assalto em uma lotérica no João XXIII. É o 14º policial morto desde o início do ano no Ceará.
O militar ainda conseguiu ser socorrido ao frotinha da Parangaba, mas um dos disparos, na artéria femural, fez o militar perder muito sangue. O cb Marques deixa esposa e filho. Ele havia feito recentemente o curso para promoção de sargentos. Nossos sinceros pêsames à família por esta perda inestimável.
A violência levou dois companheiros que dedicaram suas vidas a combatê-la em uma guerra injusta. Na última quarta-feira o soldado Serpa, do 16 Batalhão, foi assassinado na frente da esposa. Tentaram roubar a bolsa da mulher do militar e o soldado, mesmo desarmado, tentou intervir, sendo executado com um disparo na nuca.
Desmotivados pela falta de reconhecimento do Estado e público, resta o apoio de familiares e irmãos de farda nesse momento. Enquanto isso, comissões de direitos humanos pedem proteção a muitas vítimas da violência e, de forma inaceitável, excluem os familiares de policiais de amparos. O Estado perdeu 14 representantes das forças policiais. Mas organizações parecem ignorar os filhos, pais de família que haviam por trás de cada farda ou distintivo.

A diretoria da Associação dos Profissionais da Segurança vai solicitar às comissões de direitos humanos que incluam a família do sd Serpa em programas de proteção. É no mínimo lamentável a ação que alguns grupos organizados da sociedade fazem, ignorando policiais como detentores de direitos humanos, não apenas garantias decorrentes de suas funções de servidor, que são poucas. O sentimento de defesa de si e da sociedade, presente na maioria esmagadora dos policiais, parece ser ignorado pela sociedade, que os trata como um número em vez de heróis.

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