IMG-20150919-WA0015Em menos de 48  horas três delegacias de Fortaleza e Região Metropolitana foram palco da falta de ingerência do judiciário e executivo cearenses com a polícia civil, os servidores que nela trabalham e com a sociedade que vai a uma delegacia e pode encontrar uma rebelião de dezenas de presos. Ocorrências no 2 DP (Aldeota), 34 DP (Centro) e DP de Maranguape poderiam ter ocasionado a fuga de mais de 100 presos, somente em três delegacias. Amotinados e estressados devido à superlotação, tentativas de fugas e caos estão se tornando uma constante nas delegacias de Fortaleza.

Na manhã de hoje, 34 presos atearam fogo à uma parte da delegacia de Maranguape e que, por pouco, não se transformou em uma tragédia. Por sorte do único policial civil de serviço no momento do incêndio, outro inspetor chegou mais cedo e ajudou o companheiro a retirar os presos da DP. O rápido apoio da Polícia Militar conseguiu evitar uma fuga em massa em pleno horário de grande movimentação, 7h30 da manhã.  Um preso conseguiu fugir e já foi recapturado.

Na manhã de domingo 44 presos em uma cela que comportaria no máximo 10 amotinaram-se no 34 DP (Centro) pela falta de água para o banho e limpeza do ambiente. Ameaçaram os policiais civis, situação controlada somente após apoio de equipe da Unidade Tático Operacional da Polícia Civil. O 34 distrito é uma das delegacias com um dos maiores números de registro de boletins de ocorrência. Uma fuga pelas dependências da delegacia fatalmente passaria pelo hall de entrada da DP onde há, por vezes, uma dezena de pessoas esperando atendimento. A delegacia fica próximo a colégios e centros comerciais, como o mercado são sebastião.

No 2 DP (Aldeota), um preso conseguiu serrar uma das grades e estava verificando o ambiente para uma fuga em massa. Um inspetor que estava fazendo o serviço extra percebeu a movimentação estranha e evitou a fuga. Uma porta de vidro separava dezenas de presos da liberdade, em pleno sábado, quando há movimentação de barzinhos e casas de show próximo à Costa Barros.

Além de aumentar a insegurança de quem procura nas delegacias o braço forte do estado na contenção e investigação de crimes, as delegacias são verdadeiros barris de pólvora para a população do entorno. Erra o Governo do Estado em não proporcionar que policiais civis investiguem crimes ao invés de fazer a guarda de presos. Erra o judiciário ao determinar que entre somente um preso no sistema penitenciário quando dois saírem. Esperamos que ambos, governo e judiciário, repensem seus atos antes que uma tragédia aconteça.

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