A atividade policial é uma das profissões com maior tendência ao suicídio, principalmente por ser considerada uma atividade insalubre, perigosa e estressante. Todos os dias, os profissionais de segurança lidam diretamente com o perigo, o risco, o afastamento da família, os problemas, a tensão no trabalho, a incerteza, a exposição, as cobranças, o baixo salário. Todos esses fatores contribuem para a ideação suicida, então precisamos falar sobre isso!

Enquanto o agente de segurança se expõe como um escudo e ao mesmo tempo como alvo, atrás daquela farda heroica, daquela aparência de poder, existe uma vida, um ser humano frágil que, assim como todos os outros, vivencia dores emocionais. Na segurança, os profissionais ao vestirem a farda (segunda pele) recebem a responsabilidade de demonstrar força e coragem para a sociedade. O medo de parecer fraco causa neles a dificuldade de compartilhar o que está passando, sobretudo pelos preconceitos e tabus criados acerca do assunto. Estas pessoas precisam ser ouvidas e não julgadas.

A psicológica clínica da Associação dos Profissionais da Segurança (APS), Débora Tonet, explica que o suicídio é um momento de dor e de desespero, em que o intuito da pessoa não é o de tirar a própria vida e sim de pôr um fim na situação que causa dor. Segundo ela, é preciso quebrar os preconceitos e buscar a ajuda de um profissional especializado para ouvir. “Eles (profissionais de segurança) saem todo dia para trabalhar sem saber se voltam. Eles são alvos! As pessoas os veem e marcam o rosto deles. Então as medidas de prevenção são muito importantes, mas na segurança pública isso não existe. Não existe nada de preventivo e sim curativo, que é o que nós estamos fazendo aqui na APS, há quatro meses”, afirma Débora.

De acordo com a psicóloga, profissionais relatam que no momento de desespero eles têm vontade de causar um acidente para não deixarem suas famílias desamparadas ou ainda de utilizarem sua própria arma de fogo, que é considerada como estimulo. Porém as pessoas que tem essa tendência ao suicídio já vivenciam essa dor há um bom tempo, então é importante o incentivo e o auxílio dos familiares, em conjunto com o psicólogo ou psiquiatra.

É importante darmos as mãos e conversarmos sobre isso, pois os tabus e preconceitos precisam ser quebrados! A APS acolhe você!

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