O major do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará e mestre em Saúde Pública/UFC, Edir Paixão, preocupado com os índices de suicídios na segurança pública, realizou uma pesquisa, no período de 2000 a 2014 sobre o tema. Neste período, o major identificou 57 suicídios e 173 tentativas praticadas por 107 profissionais.

O número, apesar de ser apenas sobre os profissionais de segurança, aproxima-se do padrão de toda a população cearense. “Os profissionais de segurança pública tiveram uma taxa de suicídios 4,2% vezes maior que a população do Estado do Ceará. Mas do que o dobro da taxa mundial, que diz que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio”, afirmou o major.

Constatou-se que a taxa de suicídio e de tentativa de suicídio é maior e mais frequente do que se imagina e ocorre predominantemente com homens de aproximadamente 24 anos. Tendo isso em vista, Edir buscou traçar um perfil de suicidas na Segurança Pública, de modo a entender melhor o que os motiva. Nas porcentagens sobre este perfil, o que chama a nossa atenção é que 98,2% são homens e 87,7% são policiais militares. Fatores como: idade, baixa renda, reserva/aposentadoria e uso da arma de fogo em exercício estimulam os agentes.

Ao finalizar a pesquisa, o major concluiu que os profissionais integram um grupo vulnerável ao suicídio e que essa vulnerabilidade afeta não só o profissional, como também a saúde e a segurança. Então Edir Paixão, sugeriu que a prevenção fosse feita com palestras, fortalecimento dos setores de saúde e monitoramento dos casos, através de notificações. A Associação dos Profissionais da Segurança (APS) para contribuir com esta prevenção, há cinco meses, implantou um setor psicológico para atender os associados, além de realizar ciclos de palestras mensais com foco na resiliência e no amor próprio.

 

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