Infelizmente o sargento José Eudes da Silva Monte, 46, teve morte cerebral confirmada na manhã desta quinta-feira, 28. O companheiro ainda ficou dois dias internado no IJF, mas não resistiu aos dois tiros no rosto desferidos por um criminoso durante tentativa de assalto a um coletivo, na noite do último dia 26. O sargento Monte é o terceiro policial militar assassinado este ano no Estado. Janeiro nem encerrou e já supera os policiais mortos no mesmo período do ano passado, quando houve duas baixas.

A Associação dos Profissionais da Segurança, todo seu corpo diretor e de funcionários solidariza-se com os familiares, amigos, e irmãos de farda do sargento, mais uma pessoa do bem a tombar nesta luta desigual contra a violência no Ceará. Uma estatística que cresceu de 2014 para o ano passado e, se continuar no mesmo triste ritmo, terá este 2016 com ainda mais companheiros mortos em ações criminosas.

Esperamos que os grupos de direitos humanos visitem os familiares do sargento, solidarizem-se com sua perda. Ele deixa dois filhos, um de 19 e outro de 16 anos. Nas duas outras mortes de PMs a ausência dos mesmos soa em quem luta para levar segurança como um sinal de que não somos merecedores de humanos direitos, por sermos o braço forte do Estado. Mas esquecem-se que, quando justamente a força estatal, que tem maiores chances de defesa está morrendo, o cenário para a sociedade em geral poderá ficar ainda mais complicado. Afinal, o Ceará possui a capital em 12o no ranking das cidades mais violentas do mundo acima de 300 mil habitantes.

Apesar da luta injusta as Polícias civil e militar, em uma demonstração de união, deram a resposta e durante a tarde e noite de ontem conseguiu prender os quatro envolvidos. O autor dos disparos, identificado por Cristian Nilton Nascimento da Silva, 21 anos, foi preso quando se preparava para fugir. Ele confessou o crime.

Também foram presos Raquel Rodrigues Lima, 19, Rogério dos Santos Rocha, 19, além de Raimundo Nonato de Sousa Barroso, 24. Participaram das ações policias militares do 17 BPM, do serviço reservado, além de equipes da DHPP, do 12 DP e 32 DP da Polícia Civil, para dar uma resposta ao crime covarde. Mais uma prova de que a união das polícias está entre as maiores armas para o combate ao crime.

Além do sargento Monte, o terceiro policial militar a morrer desde o início deste ano, perdemos o soldado Hudson em Jaguaretama, e o subtenente Assunção em Juazeiro do Norte. A Associação dos Profissionais da Segurança se solidariza com mais esta triste violência sofrida por um de nossos irmãos de farda.

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