A Associação dos Profissionais de Segurança (APS) recebeu na manhã da última segunda-feira (15) uma carta anônima, com o título “O CRIME ORGANIZADO GANHA APOIO AÉREO DA CIOPAER”. A carta denuncia uma determinação (CI 2/2017), expressa pelo Governo do Estado, sobre a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).

O documento foi assinado pelo coordenador geral da Ciopaer, delegado da Polícia Civil e piloto, Aristóteles Tavares Leite, no dia 15 de dezembro. Na circular interna de número dois está posto que as aeronaves da Ciopaer não poderão mais agir sem o apoio de equipes terrestres, apesar de a principal característica do Grupamento ser a velocidade com que eles chegam ao local da ocorrência e fazem a primeira abordagem.

Com a determinação, a equipe não poderá efetuar nenhuma intervenção e deverá apenas observar a atuação dos policiais em terra. “Caso não haja esse apoio, a missão deverá ser abortada”, explicita diversas vezes o documento. A justificativa exposta na circular é que a decisão se deu devido à ocorrência de um acidente aeronáutico no mês de novembro do ano passado. “A tropa nem conta mais com os helicópteros”, diz a carta.

A determinação denunciada fere o finalidade primordial da CIOPAER, que desde a sua origem, foi estruturada para a atividade policial, podendo ainda dar suporte às ocorrências de bombeiros e só bem depois, foi de fato ampliada, com a estrutura necessária para o suporte de atendimento pré-hospitalar. A prova está na formação dada pelo órgão para os policiais e bombeiros no Curso de Tripulante Operacional, que contém vasta carga de treinamento com as mais diversas técnicas operacionais de abordagem policial. Como justificar a permanência do efetivo policial naquela unidade e todo o aparato operacional dos tripulantes, quando os mesmos não estão autorizados a intervir?

A APS pesquisou a existência de alguma restrição semelhante em outros estados que possuem o patrulhamento aéreo em suas forças policiais, mas não encontrou nada parecido. O que ainda mais evidencia o retrocesso de tal determinação, principalmente num Estado em que o combate à criminalidade tem exigido todos os esforços possíveis para responder à ousadia e força das facções criminosas.

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