Informamos aos associados policiais militares e aos cidadãos em geral que já estamos acompanhando o caso da policial militar que foi vítima de discriminação dentro do Universidade Federal do Ceará.

Nosso corpo jurídico já está acompanhado o caso e adotando as medidas cabíveis.

A Policial Militar Emanuele foi hostilizada por alguns estudantes da UFC após seguranças terem cobrado a sua saída da sala de aula pelo fato de ela estar fardada e armada. O que segundo eles, seria vedado pelo regulamento interno da instituição.

A soldado pediu aos seguranças que aguardassem o seu professor chegar para que ela justificasse a ausência da presença da sala de aula, pois havia ficado constrangida com a situação e não queria mais ficar no local.

Os seguranças disseram que ela não poderia permanecer e que teria que comparecer a diretoria, nesse momento ela começou a ser hostilizada por alguns estudantes que criticavam o fato de ela estar fardada e armada no local, e segundo Emanuele, o grupo a seguiu e as hostilizações seguiram até que ela chegasse a sala da diretoria.

Ao chegar na diretoria ocorreu um fato mais grave; a diretora teria afirmado que ela não deveria ir a universidade fardada, pois havia alguns estudantes que usavam drogas e faziam sexo entre os carros e que eles estariam se sentindo constrangidos com a presença de policiais fardados e que só a polícia federal poderia entrar no local, e ainda disse que se ela fosse fardada para a universidade, que levassem outra roupa para cobrir o seu uniforme.

Consideramos esse fato uma grave violação do direito da policial, um ato discriminatório baseado simplesmente na profissão exercida pela cidadã Emanuele.

A APS lamenta profundamente o fato de tudo isso ter ocorrido dentro de um ambiente acadêmico, local onde presumimos ter pessoas com um grau mais alto de instrução e civilidade, e comparamos esse caso ao da estudante Geyse Arruda em 2010, que foi hostilizada por estudantes da UNB (Universidade de Brasília), por adentrar na universidade com roupas curtas, mas nesse caso a discriminação se deu não pelo tamanho da roupa , mas pela profissão escolhida por Emanuele.

E se fosse um médico?
E se fosse um motorista?
E se fosse um gari ou um manobrista, teria recebido a mesma orientação por parte da diretora daquela entidade?

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