Nós da Associação dos Profissionais da Segurança (APS) estamos acompanhando atentos e apreensivos à situação de paralisação dos profissionais no Rio Grande do Norte. É no mínimo ultraje o que está acontece com os policiais que precisam, sem salários, pagar o conserto dos equipamentos básicos de trabalho, caso queiram ter recursos para cumprirem com suas obrigações.

Além de ter que pagar pelo conserto de equipamentos de trabalho, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decretou prisão de policiais que estão reivindicando por um mínimo de dignidade e melhores condições de trabalho. O que não entendemos é que é legal autorizar a ida de policiais para a rua sem equipamentos básicos de segurança pessoal (coletes, armas adequadas, etc)?!?!

A quem serve o atual modelo de segurança pública? Como ficam pais e mães de famílias que não recebem seus salários e ainda são obrigados a trabalhar sem condições estruturais e psicológicas!

A medida dos órgãos em transferir a culpa do Governo para os trabalhadores ignora assim outros problemas, que colocam em risco a vida dos policiais, como o uso de coletes vencidos, viaturas com documentos atrasados e sem condições de rodar, armamento ultrapassado e sem funcionar, munições vencidas além de inúmeros outros problemas.

Conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, os governantes que não pagarem seus servidores a ação pode se tornar crime, não honrando com seus compromissos financeiros. E o Tribunal de Justiça por que não está também investigando e punindo esses governantes, que não estão pagando os policiais e claramente desobedecendo à lei?

O profissional de segurança, como a sociedade, necessita também ser protegido, pois corre risco de vida três vezes mais que qualquer outro trabalhador. Obrigar esses policiais a trabalharem sem condições é por em risco todo um estado, decretando uma sentença de morte aos policiais!

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