Segundo dados da 11ª Edição do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança, a polícia do Ceará é a segunda que mais morre. Em 2016, 26 policiais, entre civis e militares, foram assassinados no estado. Comparando o número de mortes de policiais pela população, o Ceará tem uma taxa de 1,4 mortes de agentes de segurança para cada 100 mil habitantes, o segundo maior índice do país. O Ceará fica atrás apenas do Rio de Janeiro, com 2,3.

O Ceará amarga esses números devido a falta de uma política de Segurança Pública que contemple tanto a população e os profissionais de Segurança Pública. A demanda já foi solicitada diversas vezes ao Governo do Estado e Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Não é só criar leis e sim punir de verdade o infrator ou prevenir com inteligência antes que o crime aconteça. Anos de frouxidão não podem ser compensados de uma hora para outra!

Em todo o país, foram 4.224 mortos por policiais em 2016 e 437 policiais foram assassinados. O Ceará registrou 3.566 mortes violentas intencionais em 2016. Se comparados com os registros de 2015, os números são considerados positivos, uma vez que registram queda de 14,2%. Em 2015, o número de mortes violentas intencionais chegou a 4.130. Mesmo com a queda, os números seguem preocupantes, uma vez que representam 9,8 mortes por dia no estado.

A maior parte dessas mortes foi enquadrada como homicídio doloso. Foram 3.334 casos no ano passado, com queda de 15,6% em relação aos 3.334 crimes do mesmo tipo praticados em 2015. Os roubos seguidos de morte vitimaram 88 pessoas em 2016. Em 2015, foram registrados 65 latrocínios no estado, um crescimento de 35,3%. Considerando as lesões corporais seguidas de morte, também houve aumento de 12,9% no número de ocorrências: de 31 mortes, em 2015, para 35, no ano seguinte. As mortes de policiais fora de serviço também cresceram, de 10 casos, em 2015, para 17, em 2016, crescimento de 70%.

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