Ainda que os palestinos convivam com a brutal ocupação militar israelense há 66 anos, a resistência que agora fura o bloqueio midiático e logra ser exposta à opinião pública mundial não é novidade.

O genocídio chama a atenção pelos números exorbitantes de massacrados em poucas horas, mas é sabido que o processo de extermínio e limpeza étnica é parte do cotidiano dos palestinos, que hoje constituem a maior população de refugiados do mundo.

Os supostos “tempos de calmaria” não existem para aqueles que têm a história de gerações familiares marcadas pela violência colonial de Israel contra a Palestina. A incansável resistência desse povo existe sem interrupções. Com o genocídio da operação militar que teve início em julho deste ano, a frequência dos protestos foi alterada, levando centenas às ruas diariamente.

Prisão brasileira
No último domingo (24), por volta das 7h da manhã, deu inicio a uma rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Paraná, três pessoas foram atiradas do telhado do presídio e outras duas foram decapitados. Um policial civil e dois agentes foram mantidos reféns pelo grupo responsável pela rebelião.

Dezenas de pessoas foram brutalmente agredidas pelo grupo responsável pela rebelião e foram exibidas visivelmente machucadas para os responsáveis em negociar com os presos. Os próprios presos anunciaram a presença de mortos no presídio. No começo da manhã, os presos se reuniram no telhado do presídio. Colchões foram incendiados.

Diariamente os noticiários mostram cenas de homicídios e crimes violentos em todas as cidades do Brasil. Crimes dos mais bárbaros estão sendo cometidos em nosso país.

O prejuízo de vidas: de acordo com um relatório sobre violência no mundo, o Brasil ocupou a primeira posição, pasmem! Com um índice de 86 assassinatos por 100.000 habitantes (faixa de 15 a 24 anos) e com um número absoluto de mais de 30.000 assassinatos por ano! Isso é mais do que muitos países imersos em guerra civil. Uma tragédia!

Assim como na Palestina não faz muita diferença estar dentro ou fora dos muros das prisões aqui no Brasil. Os presídios estão sendo palco de um cenário de guerra!

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