É falso afirmar que o Brasil não é um país racista. Viver nesta afirmação não se trata somente de “tapar o Sol com a peneira”, mas de continuar permitindo um quadro social que favorece uma população de elite e branca, ou, pelo menos, de pessoas que se identificam com isso.

Não é necessário nem citar dados para concluir que o racismo está escancarado em nossa bandeira: basta ver a situação dos negros a revelar que o racismo é institucional e estruturante da nossa sociedade. Acompanhamos o caso mais recente, a atitude da torcedora do Grêmio, que foi flagrada pelas câmeras de tevê chamando o jogador Aranha, goleiro do Santos, de macaco, que deve ser responsabilizada, nada mais é do que um efeito colateral.

Negros são maioria no país e, em disparada, a maior população carcerária. São vítimas de um genocídio banais. Vivem em favelas e periferias em condições subumanas. O acesso ao serviço público é ruim. Diariamente, são julgados pela mídia.

Mesmo com casos explícitos que tomam o cenário nacional. Negros e negras no Brasil, sofrem com ataques racistas há gerações. O racismo é uma prática exposta nesta pátria amada. Esse tipo de prática exclusiva aos negros acontece todos os dias dentro e fora das favelas, e o País segue na farsa do “ninguém sabe, ninguém viu”.

Fonte: Carta Capital-SP

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