“Mais um Policial Militar comete suicídio no Ceará. Infelizmente é preciso saber pedir ajuda. Sofro de depressão há alguns anos e no momento mais agudo da doença, isso foi fundamental. Não tem cura, está apenas estabilizada. Essa é uma situação muito grave, pois estatisticamente em nossa profissão, o número de suicídios é alarmante, uma prova de que o Sistema está errado e nós não conseguimos suportar o fardo de problemas, que para outras pessoas seria mais simples de se resolver. Minhas palavras são de quem vivencia essa realidade, não é mera especulação de quem está de fora. PRECISAMOS DE AJUDA URGENTE! Isso não é simplesmente uma questão ambulatorial, mas um conjunto de medidas que devem ser tomadas, que vão desde o acompanhamento psicológico a medidas humanas e sociais de como o policial militar tem sido tratado no país, e creio que isso só ocorrerá a partir de uma desmilitarização”.

Como visto, essas são as palavras de um policial que sofre de depressão. O “saber pedir ajuda” não é somente responsabilidade de que está doente, mas de todos nós que desconfiamos quando um companheiros está em situação de risco. O Estado é o maior culpado pelo agravamento desse quadro, pois se omite em todas as circunstâncias, principalmente na falta zelo pelo seu profissional, quando poda direitos de pessoas tão necessárias ao convívio social. Dessa forma, todo e qualquer problema passa a ser maximizado por quem já sofre tantas pressões.

A APS deixa aqui, mais uma vez, registrada sua insatisfação e dor pela perda de mais PM de forma tão dolorosa. O falecimento do Cabo Cleudo é mais uma triste baixa para nossa amada Gloriosa.

A Direção

Policial que cometeu suicídio.

Policial que cometeu suicídio.

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