É com grande pesar que nós da Associação dos Profissionais da Segurança (APS) informamos a morte de mais um guerreiro, vítima dessa guerra que não tem fim. Sargento Cunha, conhecido e amado por toda a tropa era um homem honrado, excelente profissional, um exemplo de cidadania, infelizmente teve sua vida ceifada enquanto realizava uma atividade extra, em uma empresa na Itaitinga. Na noite de ontem (7), o sargento foi surpreendido por quatro homens armados que o executaram de forma cruel. Ainda ontem o Cabo Maciel, lotado na Cia de Guardas da ALCE, também foi baleado, foi socorrido ao Instituto Dr. José Frota (IJF) e tem quadro de saúde estável.
Muitos podem questionar a realização de uma atividade extra, mas o sargento, casado, pai de duas filhas, precisava viver dignamente, já que o salário da polícia não é suficiente. 
O militar foi encaminhado, em uma viatura, para o hospital de Itaitinga, porém chegou sem vida. Os familiares, além de sofrer com a perda, ainda tiveram que lidar com a falta de médico legista no Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza. Cunha é nitidamente vítima do descaso no Estado, do descaso na segurança pública e na saúde. E suas filhas, hoje, não vão receber seu pai de volta do trabalho.
Ele, estudante de Direito, se foi, mas deixa seu legado de um homem de bem, de um guerreiro de verdade. O ano está acabando e agora 26 famílias estão órfãs, revoltadas com a irresponsabilidade da atual gestão. Assim como estas famílias, a APS também se revolta, pois estes profissionais não são apenas números da estatística, eles são heróis fardados. Deixamos aqui os nossos sinceros sentimentos aos familiares, amigos e admiradores do Cunha. A família enlutada, apresentamos nossos sentimentos de solidariedade e respeito pela imensa dor que, com certeza, invade a alma de todos os que com ele conviveram. Que Deus possa consolar o coração de todos, neste momento tão difícil.

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