Pois bem, a história se repete. Um socioeducador foi feito refém durante um motim no Centro Educacional São Miguel, no Bairro Passaré, na tarde desta quarta-feira (23/08). Após princípio de motim, seis menores foram identificados e conduzidos para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Durante o tumulto, os adolescentes jogaram cadeiras nos socioeducadores. Um profissional foi feito refém e teve ferimentos leves. Segundo a DCA, também houve tentativa de fuga dos adolescentes. O motim ocorreu no bloco um da unidade, onde estavam cerca de 50 jovens.

Ainda ontem foi registrado outro motim, desta vez no Centro Educacional Dom Bosco. Dois adolescentes da unidade também foram conduzidos para a DCA. Já a Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas) informou, por meio de nota, que os conflitos foram “pontuais”, sendo contornados pelos próprios socioeducadores.

Sem armas, sem spray de pimenta, sem munição de borracha e sem bombas de gás. Apenas com as mãos e a coragem esses trabalhadores têm enfrentado uma realidade escondida pelas autoridades públicas. Profissionais INVISÍVEIS aos órgãos de Direitos Humanos, à sociedade e principalmente ao Estado.

Os profissionais que atuam nos Centros revelam que, constantemente, são alvos de violência praticada pelos menores infratores. Agressões físicas/verbais e ameaças de morte são corriqueiras, assim como nas rebeliões e tentativas de fuga em que eles acabam sendo mantidos reféns.

Além das questões cotidianas, os agentes têm que lidar com um governo que faz “pouco caso” com a categoria. Mesmo com a criação da Superintendência, em 2016, nada de concreto foi feito para o benefício dos profissionais. A Associação dos Profissionais da Segurança (APS), por diversas vezes, já denunciou o total descaso com os agentes!

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