No ano passado a capital do Ceará foi a mais violenta do País, com 60,77 mortes por 100 mil habitantes, somados os dados de sua Região Metropolitana. Os números colocaram Fortaleza como a 12 cidade acima de 300 mil habitantes entre as mais violentas do mundo.

O estudo da ONG Mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Criminal aponta ainda que nossos números superam e muito os da vizinha Recife (PE), com 38,12 mortes e em posição 37 no ranking. A capital pernambucana é comparável em população a Fortaleza, mas possui um número de mortes bem abaixo da cidade cearense.

Os números são resultado de anos de investimento em equipamentos caros, como viaturas, em detrimento de aplicação nos recursos humanos. Sem o devido incentivo e um plano de permanência que valorize os policiais civis e militares, a tendência é continuarmos figurando no topo dos rankings de cidades violentas, apesar dos esforços da tropa para reduzir os índices no ano passado e estancar um crescimento de anos no número de mortes no Ceará.

O atual governo vem demonstrando ser bem mais aberto ao diálogo e às demandas das polícias, mas desejamos que todos os compromissos assumidos na campanha sejam efetivados para a valorização de homens e mulheres que se arriscam diariamente em uma cidade com números de guerra civil.

No plano municipal, temos sérios problemas de falta de estrutura que favorecem as ações criminosas. Falta de iluminação ou precariedades; lixo nas ruas, que passam sensação de abandono e de insegurança à população; e a ausência de guardas municipais em praças e parques públicos. Sem um conjunto de ações, a capital cearense vai continuar sendo vista no cenário internacional como um lugar violento, apesar de belo e acolhedor.

Deixe seu comentário