O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira no Estado do Ceará (Sinpol) e a Associação dos Profissionais da Segurança (APS), há tempos, denunciam e cobram uma atitude concreta, mas a situação continua a mesma e só tende a piorar. Delegacias improvisadas funcionam em casa de veraneio, policiais compram, com seu pouco dinheiro, equipamentos que deveriam ser fornecidos pelo Estado, além de terem que trabalhar com carros sem bateria. Como esses profissionais podem trabalhar de forma digna se é tudo improvisado? A eles não é dado o suporte que precisam para lidar com a violência que domina o estado. Esse questionamento não é recente e mesmo assim ainda não temos uma resposta.

A equipe de reportagem do G1 fez visitas a algumas delegacias de Fortaleza e Região Metropolitana, durante o mês de novembro, e constatou a precariedade na estrutura e funcionamento das unidades. Eles relataram que tem paredes imundas, janelas e portas antigas, um cenário terrível de descaso. Até a cortina da sala do inspetor-chefe foi improvisada com um pedaço de pano. E mesmo assim a unidade está com 16 internos esperando transferência. Segundo o inspetor-chefe, apenas 50% dos casos são concluídos. Sobre isso a Polícia Civil, disse que os servidores devem seguir os procedimentos apropriados e informou que estão sendo adotadas as medidas para preservação e manutenção do prédio.

De acordo com o professor de sociologia Leonardo Sá, não adianta investir em tijolos se a política não é boa, pois logo os locais são sucateados. “A Divisão de Homicídios, quando criada, ainda não tinha capacidade pro acúmulo de casos, (isso) é garantir a impunidade. Os homicídios funcionam em circuito, um leva a outro. Se você interrompe a investigação, eles continuam. Esse foi o problema”, enfatiza o pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Em reuniões que aconteceram na Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e na Secretaria de Justiça (Sejus), a APS acompanhou de perto as diversas denúncias feitas pelo Sinpol a respeito dessa situação das delegacias. É desumano, precário e vergonhoso. Como reflexo dessa crise estão as fugas, rebeliões e aumentos nos índices de homicídios. Não há condições de continuar assim, pois profissionais sofrem com o desamparo, os criminosos são beneficiados com a impunidade e a população segue refém do medo.

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