No ano passado o número de policiais mortos aumentou, 14 no total, no comparativo com 2014, que registrou 12 companheiros mortos. O número de homicídios por ações policiais também apresentou elevação, de 53 para 86, segundo matéria publicada hoje, 13, no jornal O POVO.

Os dois números devem ser analisados de forma conjunta. Há um bom tempo, devido a leis que mais parecem proteger os criminosos que os representantes do Estado, os bandidos estão adquirindo cada vez mais armas e atirando contra composições nas intervenções policiais, resultando no aumento do número de mortes e na gravidade das ações.

Um exemplo do poder de fogo dos criminosos aconteceu há menos de uma semana quando, durante um confronto em Jaguaretama, o soldado Hudson foi baleado por homens fortemente armados. A primeira baixa do ano e, esperamos, que seja a única.

Na Inglaterra, quem matar um policial pode pegar uma condenação que chega a 100 anos. Em alguns estados norte-americanos, a pena de morte é aplicada. No Brasil somente no ano passado conseguiu-se tornar crime hediondo a morte de policiais relacionadas à atividade.

Por isso, não é por acaso que as mortes de policiais e relacionadas à intervenção policial aumentou. E são as próprias polícias que estão vendo seus homens morrerem mais a cada ano que conseguiram reduzir em 9,5% o número de mortes no Estado. A primeira vez que isso acontece em 17 anos.

Entretanto, não sabemos até quando os policiais aceitarão se arriscar cada vez mais nas ações para uma sociedade cada vez mais pró-direitos dos criminosos em detrimento dos agentes de segurança. Queremos reconhecimento e dignidade por parte da sociedade e do Estado, com leis mais rígidas a criminosos, para que tenhamos cada vez mais disposição para lutar.

Contamos com a presença de todos para, no próximo dia 17, a partir das 8h30, para se fazer presente, todos de preto, em protesto contra a morte de policiais!

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