A Polícia Militar do Amazonas passa por uma crise em seu alto escalão. Coronéis que ocupavam cargos estratégicos na corporação estão abandonando suas funções, em descontentamento com atos do Subcomandante Geral: e coronéis decidiram entregar os cargos ao comandante-geral, Almir David.

Na sexta-feira (05), o comandante do Batalhão Ambiental, coronel Antônio Escóssio, entregou o cargo e, ontem pela manhã (07), foi a vez do comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE), Fabiano Bó. Há informações não confirmadas que outros comandantes também farão o mesmo nos próximos dias.

Em entrevista, Fabiano Bó foi objetivo em dizer que está entregando o cargo por não concordar com os “atos antiéticos do subcomandante”, o coronel Eliézio Almeida. “Não concordo com as decisões do subcomandante e, por isso, prefiro deixar o comando do CPE”, disse. Embora demonstrando descontentamento, Escóssio disse, na sexta-feira, que tinha entregado o comando e que pretendia fazer um curso fora. O comandante do Choque, major Brandão, foi outro que mostrou insatisfação, ao dizer que “já tinha acabado o seu tempo”.

Em nota,
A Aps não vê essa atitude de forma estranha! Já que de acordo com várias pesquisas feitas em nosso país, onde apontam a triste realidade que muitos militares estão insatisfeitos com a instituição. E 60% dos soldados, cabos, sargentos não se corrompem e subtenentes querem a desmilitarização e a mudança de modelo. Entre os oficiais, o placar é mais apertado: 54%. Mas, sabemos que a desmilitarização não é instantânea! Precisa de um prazo. É um processo que exige muita cautela, evitando precipitações e preservando direitos aos nossos militares!

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