Com o sonho de ser astronauta, o aluno do 7° Ano do Ensino Fundamental no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará (CMCB), Samuel Lima da Silva, foi um dos quatro medalhistas de ouro da escola na 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA). Samuel, de apenas 12 anos, conseguiu a nota 9,35 e essa foi a sua segunda participação na competição. O medalhista explica que esse sonho, de ser astronauta, o faz pensar nos limites da vida e o ajuda a compreender a grandeza do espaço e a pequenez da Terra comparada a ele.

No total, este ano, foram 34 medalhas: uma superação de 30% em relação ao número de medalhas conquistado pela escola nas edições anteriores. A média anterior era de aproximadamente três medalhas por ano, então o desempenho chega a quase 1100%. A CMCB obteve o melhor desempenho do ano entre as escolas da rede pública estadual e municipal de Fortaleza.

O professor de Astronomia do CMCB, primeiro-tenente João Romário Fernandes Filho, especialista em Ensino de Astronomia, contribuiu para o desempenho dos alunos na competição, pois ele, este ano, produziu um material próprio, especificamente baseado no programa da OBA. O tenente teve cuidado até com a linguagem do material e por isso a direcionou para os alunos do Ensino Fundamental II, que são os participantes deste nível.

O trabalho diferenciado começou em 2016, mas desde 2009 os alunos têm aulas, voltadas para a Olimpíadas, em horários extras. Inicialmente, a adesão dos alunos era relativamente baixa, mas, por iniciativa do coordenador pedagógico do CMCB, tenente-coronel Francisco Albert Einstein Lima Arruda, a Astronomia tornou-se uma disciplina curricular no 8º Ano do Ensino Fundamental.


A Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA)

Distribuída em quatro níveis – 1 (do 1º ao 3º anos do EF), 2 (4º e 5º anos do EF), 3 (do 6º ao 9º anos do EF) e 4 (do 1º ao 3º anos do EM) – a competição visa a popularizar o conhecimento e fomentar a prática pedagógica nesse campo, estimulando o interesse dos estudantes pela ciência. As provas são compostas por dez perguntas: sete de astronomia e três de astronáutica. No nível 1, as questões são mais simples, envolvendo, por exemplo, indicar numa lista de opções que objeto celeste está mais perto da Terra entre desenhos do Sol, da Lua e de outros planetas. As perguntas, no entanto, vão aumentando em complexidade e dificuldade à medida que os níveis avançam na escolaridade até o nível 4, em que os alunos do ensino médio devem mostrar um conhecimento mais aprofundado sobre Astronomia, envolvendo Física e Matemática.

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