Nem dentro de suas casas os profissionais da segurança pública estão seguros. Estes não podem mais usufruir de sua liberdade, não podem mais aproveitar o fim de semana com seus familiares, já que estão reféns da violência e a qualquer momento, independente do lugar, podem sofrer ataques contra suas vidas.

Como prova de tal fato temos o ocorrido no último domingo (17), no qual dois agentes penitenciários foram alvos de quatro criminosos no Bairro João XXIII, em Fortaleza. O que chamou a atenção, além da ousadia, foi o porte do armamento que eles tinham em mãos. Eram armas de fogo de grosso calibre, como fuzil e submetralhadora, que juntas montaram um cenário de guerra.

Os agentes para resguardar suas vidas e de seus familiares trocaram tiros com os criminosos que, logo, recuaram e conseguiram fugir. Na troca de tiros, um dos agentes foi atingido no tornozelo, mas passa bem. Segundo informações, os suspeitos chegaram à casa dos agentes penitenciários enquanto estes estavam reunidos com a família. Eles chegaram em um Gol branco, invadiram a residência e começaram os disparos.

Está claro que a missão dada a eles era de ceifar a vida dos profissionais, mas felizmente não conseguiram. Porém fica conosco a sensação de revolta e de insegurança. Nos questionamos: Qual será o limite de tamanha violência? Quando que o Ministério Público (MPCE) vai perceber que enquanto este tenta dissolver as associações militares, os criminosos aproveitam para investir em armamento pesado? Será que eles não percebem que enquanto o MPCE investiga as associações, os criminosos investigam e perseguem os profissionais? Como é possível a atual gestão do governo ver que o cenário de guerra tomou conta do estado e mesmo assim não tomar uma atitude concreta? Nós da Associação dos Profissionais da Segurança (APS) não sabemos quando vamos ter todas essas respostas, mas enquanto isso não acontece continuamos na luta em busca da garantia de direitos dos profissionais da segurança pública.

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