FORTALEZAHOMICÍDIOSE Fortaleza amanhece hoje, 30 de setembro, com as notícias nos jornais de ser a capital com maior número de homicídio do País. Foram 1932 assassinatos na Capital cearense registrados no ano passado, uma taxa de 77 mortes para cada 100 mil habitantes. Os números comprovam o que os moradores percebem diariamente : ao sair de casa, não sabem se retornam a seus lares e, não raro, dão graças a Deus quando os ladrões “somente” chamam a vítima de vagabundo e levam a bolsa e o celular.

A taxa, de 77 mortes, é mais que o dobro de estados vizinhos, como o da capital Pernambucana, com 32 homicídios para 100 mil habitantes; e quase 30 pontos superior a Salvador, capital baiana. Em todo o País, segundo dados do 9o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, ocorreram 15.932 mortes decorrentes de crimes violentos intencionais com resultado morte, uma vítima a cada 30 minutos aproximadamente.

Boa parte dos índices têm de ser atribuídos à política da antiga gestão, de tratar os profissionais da segurança com indiferença, perseguições, e uma política de compra de equipamentos caros em detrimento da valorização dos servidores. O atual governo começou com uma política de portas abertas e negociações gerando um novo ânimo nos policiais militares, civis, bombeiros, peritos forenses e agentes penitenciários.

O resultado da política começou a ser percebido nos números dos primeiros meses do Governo, que conseguiu reduzir o quantitativo de homicídios. Mas a percepção das tropas de que o diálogo não está se convertendo em ações concretas, como uma definição para a média do Nordeste para para a Polícia Militar e Bombeiros e o reconhecimento de nível superior e revisão salarial de inspetores e escrivães, está fazendo renascer o descontentamento nas forças de segurança. Em agosto, logo após o fim do semestre, os números de homicídios voltaram a crescer quando comparado a 2014, ano que nos colocou como a capital mais violenta de um País com elevados índices de criminalidade.

Paralelamente ao posto de Fortaleza como a Capital com maior número de homicídios, os salários dos policiais civis, militares, bombeiros está entre os menores do País. A Associação dos Profissionais da Segurança lembra que o atual governador disse que cuidaria pessoalmente da pasta da segurança pública. Esperamos que ele cumpra os acordos de campanha, que saiba investir nos equipamentos mais adequados aos policiais e bombeiros, ouvindo as tropas, e que saiba valorizar financeiramente a quem, literalmente, dá a vida pelo próximo todos os dias.

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