Enfim, foi anunciado o secretariado de Camilo Santana. Quem esperava por novidades, se decepcionou. Na verdade, foi mais decepção do que regozijo. Permanência e inclusão de nomes que mantêm o mesmo segmento dos Ferreira Gomes de governar, não é um bom sinal.

Um exemplo do que estamos afirmando é a indicação do Coronel Túlio Studart para a Casa Militar. Mesmo com a publicação no Diário Oficial do Estado para que fosse investigada a chamada Farra das Diárias, supostamente comandada pelo referido oficial, e que seguida, teve tal investigação “desautorizada”. Ora, se houve uma primeira publicação sobre o fato, isso já deixa margem para que seja aberto procedimento sobre o caso. Isso já é motivo para que fiquemos com o pé atrás em relação ao que há nos bastidores de tais indicações.

Quanto a indicação para a Pasta da Segurança, o nome de um delegado da Polícia Federa, não quer dizer que seja necessariamente um acerto. Afinal, convenhamos, a PF não participa efetivamente do dia-a-dia daquilo que é mais urgente na Segurança Pública, além disso, há a necessidade de conhecimento empírico da área a ser trabalhada. Casos que ratificam nosso argumento é a indicação do fraco Roberto Monteiro e do perseguidor Servilho Paiva, que nada mais fizeram do que ações de policiamento de pirotecnia.

No mais, resta-nos a expetativa de acreditar que realmente teremos um governador aberto ao diálogo, mas que a mesa de conversa seja posta às pessoas certas, e não para quem vai apresentar planilhas bajulantes em seu gabinete.

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