É comum acusar a Polícia, sobretudo a Militar, de ser violenta! Chega-se ao ponto de afirmar que sua agressividade decorre da sua formação, como se fossem doutrinados nas academias como máquinas mortíferas.

Triste engano! A violência está enraizada na nação, prova disso é o resultado de uma pesquisa recém-publicada na área da educação. Mais de 100 mil professores em 34 países participaram de uma pesquisa global realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre agressões que partem dos alunos.

Quem teve o índice mais alto? A terra brasilis. O Brasil é claro. Com indicadores, que colocam o país em uma posição desconfortável, há de se destacar o dado: 12,5% dos docentes ouvidos no Brasil confirmaram sofrer agressões verbais ou de intimidação praticada por pais e alunos semanalmente.

O que isso significa? A sociedade está cada vez mais agressiva e desorientada no aspecto moral, valores tem sido deletados, e as consequências começam a se manifestar de forma clara. Cidadezinhas do interior, antes com tom e leveza de calmaria, hoje se depara com graves problemas em relação a adolescentes e jovens incapazes de se submeter à disciplina que a cidadania exige.

Pais procuram autoridades da área de segurança já desenganados pela perda de autoridade junto clique aqui aos seus filhos, que prematuramente deixam de ser vistos como problemas de família e passam a ser tratados como caso de polícia.

Nas palavras do chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE, Dirk Van Damme, “A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos”.

Quem vem de um lar desestruturado e conflituoso acaba reproduzindo as práticas que está habituado a ver em casa. Mais adiante, isso vai trazer reflexos na segurança pública. A questão é conjuntural.

Com essa situação de calamidade que assola a educação, raiz de qualquer reforma que eleve o desenvolvimento humano de uma nação, ainda há espaço para atribuir à Polícia Militar todas as mazelas da sociedade? Pelo que sabemos, não é na PM que começa ou termina a violência!

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