Na tarde da última quinta-feira (05/10), a Assembleia Legislativa do Ceará foi palco da audiência pública sobre os altos índices de assassinatos dos profissionais de Segurança Pública no Estado do Ceará.

O evento foi uma iniciativa do deputado federal Cabo Sabino (PR), que é coordenador da Bancada do Ceará e presidente da Comissão Externa, destinada a estudar o aumento do número de assassinatos destes profissionais em todo o Brasil. No Ceará, só em 2017, 25 agentes foram assassinados. No Brasil, até setembro, mais 400 profissionais da Segurança Pública tiveram suas vidas ceifadas.

A audiência contou com a presença do presidente da Associação dos Profissionais da Segurança (APS), Sargento Reginauro Sousa, do deputado estadual Capitão Wagner, do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, do comandante geral da PM/CE, Ronaldo Viana, do comandante do CBMCE, Heraldo Pacheco, do superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Marcos Sena, do superintendente Regional da Polícia Federal, Delano Cerqueira, do representante da Sejus, Sandro Camilo, do representante da Polícia Civil, Ciro Lacerda e da representante da Procuradoria Geral de Justiça do Ceará, Flávia Unneberg.

“Em 4 anos eu perdi a conta de quantos velórios estive de profissionais de segurança pública. Nós ainda estamos trabalhando no efeito e esquecemos o principal que é a causa desses assassinatos. O estado brasileiro possui criminosos em série e a polícia militar tem a responsabilidade de estar na rua combatendo o efeito. Já a polícia civil fica sem conseguir desempenhar seu trabalho, pois está presa nas delegacias. E nós continuaremos enxugando gelo”, declarou Reginauro.

Na ocasião, o secretário de Segurança informou as ações que a pasta está fazendo com foco nos profissionais, dentre elas a delegacia de combate e investigação de crimes contra PMs, a criação do conselho de advogados, Centro Biopsicossocial, compra de novas armas, investimento em treinamentos e o aplicativo para que os PMs possam pedir reforço.

“Nós temos 82 homicídios para cada 100 mil habitantes em Fortaleza. A responsabilidade sobre a situação tem que ser partilhada em todas as esferas (gestão municipal, estadual, federal, Poder Judiciário e Legislativo). Juntos, esses órgãos poderão fazer mais pela situação das mortes dos agentes de segurança”, finalizou Capitão Wagner.

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