Desde que tomou conhecimento do teor do projeto que dispõe sobre a promoção de militares estaduais, a diretoria da APS em conjunto com o departamento jurídico vem se empenhando em apontar algumas modificações no texto afim de maior benefício para a tropa. Diante disso a diretoria esteve reunida nesta sexta-feira (24)  com o deputado estadual Capitão Wagner para propor emendas ao Projeto de Promoções. “Eu e minha equipe estamos debruçados sobre o tema e estamos analisando ponto a ponto do que foi apresentado pelo governo. Estamos trabalhando dia e noite na formulação de emendas que deverão ser apresentadas na audiência pública à tropa e posteriormente aos deputados”, diz o Capitão Wagner.

20150424_171617O projeto será encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, da Assembleia na próxima quarta-feira.  Por este motivo o vice-presidente da APS, Noélio Oliveira, acompanhado pelo diretor financeiro Cleyber Araújo, esteve nos gabinetes de outros deputados para pedir o apoio dos parlamentares com relação às emendas que se fazem necessárias ao projeto.  “É imprescindível que os deputados tomem conhecimento de que alguns pontos dispostos na mensagem não atendem às necessidades dos militares. E se nós não os alertarmos sobre alguns problemas encontrados no projeto, eles não serão alterados e a categoria sairá prejudicada”, explica.

Durante a visita aos gabinetes dos parlamentares, Noélio destacou alguns itens que são contestados pela tropa. Como por exemplo, o item XVII do artigo 7º: Em que o oficial ou o praça não poderá constar no Quadro de Acesso Geral, ou deste será excluído quando:

XVII: Encontrar-se, nos doze meses anteriores  ao fechamento das alterações para a promoção, afastado ou com restrições ao desempenho da atividade-fim da Corporação Militar por período superior a três meses contínuos ou não, excetuando-se os casos de enfermidades contraídas em objeto de serviço devidamente comprovadas por atestado de origem.

“Não há como concordar com esse item. As pessoas não escolhem ficar doentes. Todos nós corremos o risco de sofrer um acidente e ficarmos afastados do trabalho por mais de três meses. Além disso, não é segredo para ninguém que centenas de militares estão de licença em virtude da forma massacrante como estávamos sendo tratados na gestão anterior. Por esse motivo esse item deve ser alterado”, apontou.

 

 

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