No último sábado (2) cerca de 20 agentes penitenciários foram surpreendidos ao receber um café da manhã contaminado por larvas. Os agentes lotados na Unidade Prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal (conhecida como Carrapicho), em Caucaia, não foram os primeiros a receberem alimentação estragada.

Desta vez, as garrafas de leite e leite com café, entregues pela empresa fornecedora da alimentação dos servidores, estavam repletas de larvas. No entanto, segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), “o fato foge ao padrão de qualidade da alimentação fornecida diariamente”.

No começo deste ano, o mesmo fato aconteceu quando servidores da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III), em Itaitinga, foram servidos com larvas na carne. Então, a Associação dos Profissionais de Segurança (APS), como entidade representativa, solicitou, em fevereiro, ao Ministério Público do Ceará (MP/CE) a fiscalização do fornecimento de alimentação estragada para os servidores do sistema penitenciário, tendo em vista o respeito à saúde do agente, até porque, para manter a ordem no sistema carcerário, o profissional precisa de alimentação digna. Precisa de respeito!

 

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