Toda crise tem sua história e de fato suas consequências. Em comum, essa interação entre informações, manifestos e redes sociais hoje resumem-se em produtos e fontes. Tudo isso indicam alterações comportamentais, novas mudanças sociais que quase sempre foram construídas em silêncio durante anos em nosso país.

Tivemos o nosso junho de 2013, caracterizado por um ativismo desconhecido! Nossa ‘irrupção’ foi marcada pela presença majoritária dos jovens. Assim, mais do que inúmeras pessoas indo as ruas, o manifesto representava nada mais do que a exaustão popular! Em face da infuncionalidade dessa máquina pública. ‘Descobriu-se’ que os serviços não funcionavam, que a classe-média estava presa no trânsito, que o povo não dispunha de transporte público de massa, que o ensino era deficiente, e que a assistência médica de qualidade era um privilégio de quem podia pagar seguro de saúde.

De ‘descoberta’ em ‘descoberta’, descobriu-se finalmente que: a sociedade ‘desenvolvida’ era mesmo ‘subdesenvolvida’ e classista. O ‘Brasil de todos’ só funcionava, de fato, para os ricos, malgrado as muitas melhorias experimentadas pelos mais pobres nos últimos anos.

Estamos, hoje, no final de um processo eleitoral que renovará, além da presidência da República e de todos os governos estaduais, quase todo o legislativo brasileiro: toda a Câmara Federal, todas as Assembleias Legislativas estaduais e a distrital, e ainda um terço do Senado Federal.

Podemos perceber claramente que, a crise de 2013 revela-se ausente do debate político! E os que a ele ainda se referem sabem que a Reforma do Estado, a reforma verdadeira (na qual está embutida a reforma política) dificilmente será levada a cabo por deputados e senadores.

Será que, após os manifestos de junho de 2013, a sociedade brasileira aguardará, pacientemente, que as instituições resolvam atender às suas exigências?

Até quando o eleitor vai esperar por mudanças na Democracia?

Junho de 2013, foi o momento do despertar! Agora o famoso 05 de outubro de 2015 é chegada a hora de fazermos acontecer!

Deixe seu comentário